Questões práticas
O que vestir, o calor e como fotografar os túmulos
Manhãs frias no deserto, sol escaldante ao meio-dia, interiores escuros nos túmulos e um sistema de licenças fotográficas que apanha muitos de surpresa na primeira vez — as pequenas questões práticas que o anúncio não explica em detalhe.
Ver bilhetes para a excursão de um dia a Luxor no GetYourGuide ↗Respostas rápidas
| Pergunta | Resposta curta |
|---|---|
| Melhores meses | Março-abril e outubro-novembro |
| Calor de verão | Máximas ao meio-dia regularmente acima dos 40°C |
| Vestuário | Leve, em camadas, discreto para os interiores dos templos |
| Fotografia com flash | Proibida em quase todos os interiores dos túmulos |
| Licença fotográfica | Um passe pago à parte, necessário na maioria dos túmulos |
O calor não é exagero
Fora do período mais ameno de março-abril e outubro-novembro, Luxor está genuinamente quente durante a maior parte do ano — as máximas diurnas de verão sobem regularmente acima dos 40°C, e as mínimas noturnas raramente descem abaixo dos 25°C, o que significa que há pouco alívio real mesmo depois de escurecer. Num dia passado várias horas ao ar livre no Vale dos Reis e a caminhar pelos pátios a céu aberto de Carnaque, sob um céu desértico sem sombra, isto pesa muito mais do que pesaria num dia normal de visitas numa cidade — e é a razão prática, nada glamorosa, pela qual toda a excursão começa antes do amanhecer.
O que vestir, na prática
Roupa leve, respirável e em camadas é a melhor opção para este dia em particular: algo que se possa ir despindo à medida que a manhã aquece até à tarde, e algo que cubra ombros e joelhos nos interiores dos templos, onde se espera geralmente um vestuário discreto por parte dos visitantes, independentemente da temperatura exterior. Uns sapatos fechados e confortáveis importam mais do que as listas de bagagem por vezes sugerem — o terreno no Vale dos Reis e em torno de Carnaque é de pedra irregular, areia e gravilha, e não caminhos turísticos pavimentados e lisos.
Os interiores dos túmulos são um ambiente totalmente diferente
Ao contrário dos templos amplos e a céu aberto, os interiores dos túmulos são fechados, escuros e sem qualquer ar condicionado — uma verdadeira mudança de ritmo em relação ao calor do deserto lá fora, mas também mais quentes, mais apertados e mais abafados do que as fotografias online de corredores de túmulos vazios e bem iluminados costumam sugerir a quem visita pela primeira vez. Uma pequena lanterna, ou a lanterna do telemóvel, é genuinamente útil para ler os pormenores mais finos das pinturas nas câmaras laterais e nas passagens de ligação entre salas, menos iluminadas.
As regras de fotografia apanham muita gente de surpresa
A fotografia com flash está proibida em quase todos os interiores dos túmulos do vale, para proteger o estuque pintado de mais desgaste, e na maioria dos túmulos é exigida uma licença fotográfica paga à parte, mesmo para fotografar sem flash — não vem automaticamente incluída no bilhete de entrada, como muitos visitantes assumem. Um pequeno número de túmulos, entre os quais o de Tutancâmon, não permite fotografias de todo, com ou sem licença ou flash, o que vale a pena saber antes de estar à entrada com uma licença que não precisava, ou sem uma de que afinal precisava.
Para os templos à superfície
Carnaque e o Templo de Luxor são ao ar livre, pelo que a limitação deixa de ser as licenças e passa a ser simplesmente a qualidade da luz: o sol forte do meio-dia achata os relevos esculpidos que dão profundidade e sombra às colunas e às paredes dos templos, enquanto as horas do início da manhã e do final da tarde, em que este itinerário naturalmente cai, produzem fotografias muito mais dramáticas e ricas em textura dos mesmos relevos em pedra, sem qualquer esforço extra da sua parte.